*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Sunday, March 09, 2008

O furor bélico de Uribe 09/03/08 por Maierovitch

No campo da geopolítica latino-americana, o mês de março começou mal. Faz lembrar o massacre de Ciénaga, que Gabriel García Márquez, com rigor histórico, inseriu na sua obra Cem Anos de Solidão. O mesmo García Márquez, como ativista político e ganhador do Nobel de literatura em 1982, testemunhou, ainda jovem, a maior tragédia político-social vivida pela Colômbia. Uma tragédia consumada em 1948 e referente ao assassinato de Jorge Eliécer Gaitán. Ela fez com que a Colômbia não aprumasse até hoje e alcançasse os títulos de o país de maior número de jornalistas assassinados e de fornecedora de 80% da cocaína encontrada no planeta. García Márquez acompanhou o episódio da morte de Gaitán, líder da União Nacional da Esquerda Revolucionária (Unir) e com a eleição de 1950 garantida para a Presidência da Colômbia. Gaitán foi eliminado a mando da norte-americana Central Intelligence Agency (CIA), em 9 de abril de 1948, conforme já concluiu o próprio García Márquez. Nesta semana, as forças militares da Colômbia invadiram o território equatoriano para atacar acampamento de membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), organização que nasceu com natureza insurgente em 20 de junho de 1964. A propósito, o serviço de inteligência militar colombiano tinha a informação de estar nesse acampamento o chamado comandante Raúl Reyes, interlocutor responsável pelas negociações com o Equador, a Venezuela e a França, sobre a libertação de políticos colombianos e estrangeiros seqüestrados. Raúl Reyes era o segundo do vértice de governo das Farc e dado como sucessor de Manuel Marulanda Vélez, apelidado de Tiro Fijo e próximo a completar 78 anos em maio. À luz do direito internacional, do chamado direito das gentes, a Colômbia praticou atos condenáveis. E isto mostra que o presidente Álvaro Uribe pouco se importa com as normas de convivência civilizada com coirmãos. Quando do Plano Colômbia, Uribe já pouco se importara com o fato de os ventos levarem os herbicidas, derramados por aviões da americana DynCorp nos plantios colombianos de coca, para o território do Equador, a causar graves problemas de saúde na população rural, além da contaminação dos rios, do envenenamento de rebanhos e da perda de plantios. A Colômbia afrontou a soberania equatoriana. Pior, as Forças Armadas colombianas invadiram o território do Equador intencionalmente. Mais ainda, não justificava a invasão o fato de terem sido eliminados imputados terroristas que sobreviveriam de extorsões, abigeatos, seqüestros e cobranças sobre os latifúndios ou a cocaína produzida, taxações estas chamadas vacuna ganadera. Convém frisar que não se caracteriza o chamado “estado de necessidade”, amparado no direito internacional, no caso da invasão de fronteiras para eliminação de inimigos nacionais. O lícito seria, por meio de cooperação bilateral, a expedição de mandado internacional de captura, com posterior pedido de extradição, diante de acordos firmados ou de convenções subscritas. Mas, como esperar práticas civilizadas de um Álvaro Uribe Vélez, portador de curriculum vitae nada recomendável e conhecido fâmulo do presidente americano, George W. Bush, que imediatamente saiu em sua defesa. Bush impôs à Colômbia, depois do fracassado Plano Colômbia, iniciado com Bill Clinton, o atual Plano Patriota, que, como o anterior, disfarça a política interesseira e imperialista chamada “guerra de baixa intensidade”. A relação custo-benefício em relação à invasão do Equador foi bem pensada por Uribe, que agora faz o jogo diversionista, fala em genocídio e em representar contra Chávez, junto à Corte Penal Internacional. Seu chefe de polícia, general Oscar Naranjo, acusou Chávez de repassar às Farc cerca de 300 milhões de dólares e, depois de chamado de mentiroso pelo ministro venezuelano do interior, foi acusado de alianças com o narcotráfico internacional. Importante recordar que Uribe, no governo de Andrés Pastrana que o antecedeu, foi sempre contrário a acordos de paz com a guerrilha. Ele apoiou os paramilitares, como prefeito de Medellín, deputado e governador de Antioquia. Em Medellín quis implantar um projeto social da lavra de Pablo Escobar. Uribe sempre teve ligações estreitas com os riquíssimos irmãos Ochoa, narcotraficantes sócios de Escobar no Cartel de Medellín, extraditados para os EUA e que, depois de barganha, voltaram à Colômbia, com os bens e fazendas preservados. Na passagem pela direção do departamento de aviação civil, Uribe forneceu habilitações para pilotos de narcotraficantes. Seu pai, Alberto, morto pelas Farc por ligações com os paramilitares, teve um helicóptero apreendido na chamada Tranqüilândia, ou seja, no parque de refino de cocaína construído por Pablo Escobar.
finalmente,Já era mais que tempo.depois de a revolução russa ter influenciado toda a esquerda brasileira
Rússia ofereceu parceria estratégicaMinistro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, revela ao Correio ter recebido proposta de acordo de alto nível, que prevê comunicação direta e permanente com o Conselho de Segurança do Kremlin
Moscou ofereceu ao ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, uma parceria entre sua pasta e o Conselho de Segurança russo — máxima instância do Kremlin. Mangabeira revelou ao Correio que o documento com o acordo bilateral de alto nível lhe foi entregue durante recente viagem à Rússia. Ou seja: o resultado mais concreto da visita do início de fevereiro permaneceu em sigilo por quase um mês. Nem o presidente Lula sabia, já que ele e Mangabeira não tiveram chance de se encontrar nas últimas semanas, por problemas de agenda. Ontem, ele finalmente apresentou a proposta a Lula, que a aprovou de imediato.O texto do acordo prevê a comunicação direta e permanente entre Mangabeira e o secretário do Conselho de Segurança do Kremlin, cargo ocupado por Vladimir Putin até 2000. Igor Ivanov o substituiu interinamente, e funcionários do governo acreditam que Putin reassumirá o posto ao deixar a presidência. A parceria entre autoridades de primeiro escalão é inédita, e concede à pasta de Mangabeira status superior ao dos demais ministérios, ao menos do ponto de vista externo. A virtual projeção de poder não ilude Mangabeira. “Esse acordo não substitui a comissão técnica Brasil-Rússia, é complementar”, afirmou. Para ele, a oferta russa demonstra o potencial da relação.“É um claro sinal de vontade política. Caberá a nós preencher esse espaço de idéias”, avisou. O ministro comentou com a reportagem que uma delegação russa deve vir a Brasília ainda no primeiro semestre do ano. Na mesa de negociações, ganha força a colaboração nos planos civil e militar. Na área de defesa, está “o desenvolvimento de um protótipo de um caça de 5ª geração”, o chamado PAK-FA T-50. “Teremos muito a ganhar em termos de capacitação e aprendizagem”, disse. Mangabeira também cita a cooperação espacial para veículos lançadores e na operação de satélites geoestacionários. “São as áreas mais promissoras”, acredita. Ele destaca ainda a parceria num novo modelo de ensino médio, transferência de tecnologia não-controlada para pequenas empresas e projetos de geração hidrelétrica. Na Rússia, Mangabeira se reuniu com assessores do presidente eleito Dmitri Medvedev, até então diretor do Projeto Nacional de Desenvolvimento, uma espécie de PAC russo.
Em meio à crise entre Colômbia, Equador e Venezuela por conta das Farc, Mangabeira desembarca hoje em Caracas para uma visita de dois dias. Ele vai discutir o “projeto alternativo de desenvolvimento”. Terá encontros com os ministros venezuelanos de Educação Básica e Superior; com o responsável pela pasta do Planejamento, e será recebido por Hugo Chávez. “Esse modelo deve ser o coração da União Sul-americana”, arrisca. O ministro acredita num debate de alto nível, e aproveitará a reunião com Chávez para reduzir a tensão regional — a pedido de Lula. Ele leva consigo o exemplo da União Européia. “A UE foi erguida sobre dois marcos: a paz perpétua, para encerrar um século de guerras, e um modelo alternativo de desenvolvimento, a social-democracia, que apesar dos defeitos segue válida”.






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