*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Monday, July 07, 2008

Então,Obama? 07/07/08 por Juan GELMAN

O jornal israelense Haaretz referiu-se à questão: o Instituto de Washington para Políticas no Extremo Oriente (WINEP, por suas siglas em inglês) publicou a versão final do relatório preparado por seu grupo de trabalho sobre o futuro das relações EUA-Israel. Assinala: “O título é chamativo: ‘Como aprofundar a cooperação EUA-Israel frente ao desafio nuclear iraniano’. Mas não menos interessante é a lista das pessoas que avalizaram o informe: Tony Lake e Susan Rice, da campanha de Obama, Vin Weber, James Woolsey, do campo de McCain” (www.haaretz.com, 15/6/08). Os dois candidatos à presidência, o pacifista (ou não?) democrata e o neofalcão republicano, juntos na fundamentação de uma guerra contra o Irã.
O Winep é think-tank financiado pelo Comitê Americano-Israelense de Assuntos Políticos (AIPAC, por suas iniciais em inglês), o lobby mais poderoso de Washington, pró Tel Aviv, claro. “Há uma maneira” – propõe o Haaretz – “de colocá-lo em forma de manchete: os assessores de Obama e de McCain estão de acordo: EUA e Israel devem ponderar sobre uma ação militar preventiva contra o Irã”. E, para que tal não ocorra, deve abandonar seu suposto programa de fabricação de armas nucleares. Isso é curioso: ao finalizar o ano passado, os 16 serviços estadounidenses concluíram, por consenso, sua Avaliação Nacional de Inteligência (NIE, por suas siglas em inglês), onde assentam que Teerã cancelou em 2003 a pretensão de fabricar bombas nucleares, e que é improvável que produza o urânio enriquecido necessário para isso antes de 2010 ou 2015 (www.odni.gov,3/12/07). Parece que essa conclusão desagradou a Obama e McCain.O relatório do Winep sublinha que a NIE “teve a não pretendida conseqüência de mitigar o sentido de urgência da pressão (sobre o Irã)”. Preocupa-se por Israel, que não se satisfaz com distensão e contenção, à maneira da Guerra Fria, fato que pode levar a uma ação independente. Tel Aviv, além disso, não oculta suas intenções. O vice-primeiro ministro israelense Shaul Mofaz declarou publicamente que as sanções da ONU a Teerã são ineficazes, e que “não há outra alternativa” senão a guerra. O primeiro-ministro Olmert reuniu-se com W. Bush para concertar uma ação conjunta, segundo antecipou o jornal israelense conservador Yediot Aharonot. E o futuro mandatário dos EUA – seja democrata, seja republicano – já está de acordo. Durante as primárias democratas, Obama falou em negociar com o Irã, mas o informe do grupo de trabalho, firmado por seus dois principais assessores, pede que se inicie “um diálogo nacional” para convencer o povo norte-americano de que o Irã é um perigo nuclear. Também recomenda que cada um dos dois candidatos nomeie um par de conselheiros com capacidade de decisão, para integrar um foro que analisaria a aplicação de “opções coercitivas (como um embargo às exportações de petróleo do Irã, ou às suas importações de produtos petroquímicos”, assim como “uma ação militar preventiva”. Claro que o documento não menciona que Israel possui 150 bombas atômicas, segundo declarou o ex-presidente Jimmy Carter (www.timesonline.co.uk, 26/5/08). Para quê recordar? Obama opôs-se à guerra contra o Iraque desde o primeiro momento, e falou da necessidade de uma mudança nos EUA que abarcasse a política exterior. Mas seu primeiro ato, no dia seguinte em que ganhou as prévias, foi apresentar-se diante uma assembléia do Aipac, ameaçar o Irã, proclamar “Jerusalém indivisível, capital de Israel para toda a eternidade” – um chavão que até os neoconservadores retiraram de circulação –, pedir 30 bilhões de dólares adicionais de ajuda militar a Tel Aviv, e culpar dissimuladamente os palestinos pelo congelamento do processo de paz. Calou-se em relação ao fato de que, há 40 anos, tropas israelenses ocupam os territórios destinados pela ONU à criação de um Estado palestino. Os silêncios de Obama são mais eloqüentes que ele próprio.O Partido Democrata baseou sua prédica na retirada dos efetivos do Iraque durante as eleições intermediárias de 2007 e, assim, alcançou um tênue controle na Câmara de Deputados e no Senado. Nunca conseguiu impor cláusulas vinculadas ao regresso para casa das tropas com a destinação de quantias enormes para a ocupação do Iraque e Afeganistão. O Pentágono pressiona: agora exige que antes de 4 de julho próximo o Congresso aprove uma nova partida de 165 bilhões de dólares para financiar as duas guerras. Os democratas estão dispostos a votá-la já sem condições. Cansaram.

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