*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Monday, October 16, 2006

Por que os portadores de deficiência optaram por Lula





DEFICIÊNCIA, QUANTA DIFERENÇA

Recomendamos vivamente a leitura do programa de governo da candidatura Alckmin.

Lendo, fica clara a diferença entre nós e eles.

Vejamos, por exemplo, o que propõe Alckmin para as pessoas com deficiência.

O tema é fundamental. Apesar disso, as menções a ele são esparsas, inseridas apenas em alguns dos tópicos, configurando ações isoladas e descontextualizadas, que não expressam o que de fato será realizado.

Não se dá destaque, tampouco visibilidade, à problemática da exclusão das pessoas com deficiência. E não se atende minimamente as demandas do movimento social.

Vejamos alguns exemplos disto.

No item Direitos Humanos e Justiça, a proposta para pessoas com deficiência se reduz a adotar medidas para permitir o acesso ao mercado de trabalho e circulação aos espaços públicos.

Não se reflete em profundidade sobre a temática dos direitos humanos, que é base para a construção de uma política de justiça social e valorização da diversidade.

Além disso, a proposta é evasiva, pois não aponta concretamente quais medidas serão adotadas e também não apresenta compromisso com o cumprimento do Decreto de Acessibilidade.

No item Educação, não se explicita uma diretriz político-pedagógica para inclusão educacional das pessoas com deficiência e, conseqüentemente, não se apresenta uma proposta para organização dos sistemas de ensino, nem o compromisso com a formação inicial e continuada, a implantação de recursos e serviços e as adequações para acessibilidade na escola.

O programa de Alckmin não aborda o paradigma atual da educação inclusiva e da educação especial enquanto modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino. O tema só aparece quando se fala do ensino médio, no qual se propõe à implantação de centros de referência para atendimento a portadores de necessidades especiais e formação profissional, sem definição conceitual, estratégia de implantação e abrangência dos mesmos.

Em resumo, Alckmin mostra total distanciamento das elaborações referentes à relação intrínseca entre educação e desenvolvimento inclusivo.

Ao falar de Saúde, o programa de Alckmin não configura uma proposta de expansão e consolidação das redes de serviços de prevenção, detecção, tratamento e reabilitação.

Apesar da óbvia relação entre a área da saúde e as necessidades das pessoas com deficiência, o programa tucano não apresenta nenhum avanço, resumindo-se a oferecer atendimento integral aos portadores de deficiência, incluindo próteses e a possibilidade de cirurgias corretivas, ou seja, reporta-se ao que já consta na política nacional de saúde.

Mais uma vez, a proposta é evasiva, já que não indica a ampliação das áreas de atendimento, não introduz novas abrangências e não define as prioridades de investimento em relação aos programas de atenção integral à saúde das pessoas com deficiência.

No tópico Política Social, o programa de Alckmin fala apenas de ampliar e aperfeiçoar os programas de transferência de renda, dentre eles o Benefício de Prestação Continuada e consolidar a Rede de Proteção Social formada por instituições, dentre elas as que atuam com pessoas com deficiência física.

O programa não apresenta proposta de desinstitucionalização das pessoas com deficiência, nem o reordenamento do financiamento público para projetos não assistencialistas, não segregacionistas e de tutela.

E quando se refere à Rede de Proteção Social, indica somente a deficiência física, ignorando os portadores de deficiência sensorial (visual e auditiva) e mental. Assim, a proposta representa um retrocesso nas políticas públicas, ao não adotar a elaboração do Sistema Único de Assistência Social - SUAS, o qual redimensiona os serviços sócio-assistenciais, fortalecendo a inclusão social das pessoas com deficiência.

No item de Transporte Coletivo e Urbano, o programa de Alckmin defende estimular os governos estaduais e municipais a realizarem obras destinadas a pessoas portadoras de dificuldade de locomoção, sem definir apoio para ações de implantação de sistemas de transporte acessíveis, eliminação de barreiras arquitetônicas, difusão do conceito de desenho universal, desenvolvimento tecnológico e garantia da acessibilidade às pessoas com restrição de mobilidade.

Mais uma vez, além de não apontar avanços na política, representa um retrocesso com relação à proposta do Programa Brasil Acessível implementado pelo atual governo para apoiar projetos de acessibilidade universal.

Quando fala de Esporte, o programa de Alckmin sinaliza apenas incrementar o Para-Desporto e recuperar a idéia do Esporte para Todos; no Trabalho e Emprego, fala em combater a discriminação contra os trabalhadores, inclusive os portadores de deficiência; ao tratar de Turismo, Cultura, Ciência e Tecnologia, não menciona quaisquer ações referentes à efetivação dos diretos e atendimento às necessidades das pessoas com deficiência.

Já o Programa de Governo Lula Presidente 2007-2010, apresenta um caderno específico, com as propostas de atenção às pessoas com deficiência nas diferentes áreas, elaboradas a partir da concepção de sociedade inclusiva, trazendo uma nova abordagem das políticas públicas com enfoque na cidadania e na acessibilidade.

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