*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

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Thursday, February 15, 2007

estados unidos se preparam para invadir o irã.






Os planos dos Estados Unidos de atacar o Irã estão muito avançados e a ação militar estará pronta para outono (no Hemisfério Sul), ainda que o parecer só será lançado até o próximo ano, revelaram fontes estadunidenses citadas pela imprensa britânica.

A iminente ofensiva contra o Irã caminha a passos largos, segundo o diário britânico The Guardian, apesar dos constantes desmentidos que o Pentágono tem feito sobre um ataque militar à nação islâmica.

O possível ataque seria levado a cabo pelas forças estadunidenses presentes no Golfo Pérsico, que estarão prontas para atuar a partir do próximo outono e os alvos já foram selecionados, que serão os complexos nucleares iranianos. Segundo os informantes, é provável que se leve a cabo até 2008, pouco antes do fim do mandato de George W. Bush, que ainda não tomou uma decisão sobre a ação militar.

Neoconservadores e o vice-presidente Richard Cheney exigem que Bush proceda militarmente contra o Irã, enquanto o Departamento de Estado e o Pentágono afirmam que se opõem, tal como os legisladores democratas e a maioria dos republicanos. Membros do governo de Bush favoráveis ao ataque militar asseguram que este não terá fins defensivos ou belicistas, mas sim que será somente uma medida de pressão para obrigar Teerã a fazer concessões diplomáticas sobre seus programas nucleares.

As revelações ao jornal foram confirmadas por Vincent Cannistraro, analista do Instituto Empresarial Estadunidense (AEI, na sigla em inglês), que afirmou que "os planos estão em marcha, apesar das declarações públicas de (o secretário estadunidense de Defesa, Robert) Gates". "Os objetivos (do ataque no Irã) já foram selecionados. A campanha de bombardeios aos sítios nucleares está muito avançada. Os dispositivos militares para levá-la a cabo já estão sendo colocados", revelou Cannistraro ao The Guardian.

Desta maneira, Cannistraro desmentiu Gates que, na véspera, afirmou estar cansando de repetir, junto com Bush e a secretária de Estado, Condoleezza Rice, que "não há intenções de atacar o Irã". Em janeiro, Bush ordenou o envio ao Golfo Pérsico de un segundo batalhão encabeçado pelo porta-avião USS John Stennis para apoiar ao USS Eisenhower. O Stennis chegará à região em 10 dias.

Assim mesmo, também foram enviados mais mísseis Patriot, assim como mais navios especializados em retirar minas submarinas, em previsão de um ataque contra a república islâmica, segundo o jornal. O coronel Sam Gardiner, ex-oficial das forças aéreas estadunidenses que tem participado de simulações de ataques ao Irã, também apoiou os informes de que há um ataque em vias de ser perpetrado e coincidiu em desmentir Gates.

"Gates disse que não há planos de guerra, mas sabemos que isso não é certo. Provavelmente quis dizer que não há planos para um ataque imediato", estimou Gardiner, ao explicar que os preparativos são evidências de uma próxima operação. "Todos os movimentos das últimas semanas são precisamente os que se fazem quando se vai a realizar uma ofensiva aérea. Devemos eliminar a teoria de que os Estados Unidos não o fariam porque está demasiado ocupado com Iraque", disse.

Segundo afirmou o periódico britânico, outro "sinal" desses planos bélicos é a recente ordem do presidente Bush de acumular reservas petroleiras. Aqueles em favor da ofensiva contra Irã explicaram que um argumento favorável pode ser o Iraque onde, que segundo o Pentágono, se tem encontrado evidência de que Teerã dá armamento à insurgência para provocar instabilidade.

Os favoráveis à ofensiva, de acordo com o jornal, estão conscientes de que o Irã podería responder à ação militar dos Estados Unidos, mas asseguram que vale a pena usar todas as armas para deter um país cujo lema é "Morte aos Estados Unidos". Os informes do plano estadunidense para atacar o Irã se produzem dois dias após a nação islâmica advertir que golpeará os interesses dos Estados Unidos em todo mundo, em caso de ser vítima de qualquer tipo de agressão por Washington.

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