*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Wednesday, February 14, 2007

IV COLÓQUIO INTERNACIONAL MICHEL FOUCAULT







Este é um evento periódico e já consolidado, que reúne especialistas nacionais e internacionais, das mais diferentes áreas do conhecimento, em torno das idéias e obras do pensador francês Michel Foucault. Os três primeiros encontros, realizados no Rio de Janeiro e em Campinas, resultaram na publicação de livros que reúnem um conjunto de artigos indispensáveis para o conhecimento e a discussão das contribuições foucaultianas para as distintas áreas do conhecimento (Retratos de Foucault, Nau, 2000; Imagens de Foucault e Deleuze, DP&A, 2002 e Figuras de Foucault, Annablume, 2006). Tomando por base uma temática geral, o evento se constitui na realização de conferências e mesas-redondas compostas por profissionais com distintas formações e que utilizam o pensamento de Michel Foucault para tratar de diferentes problemas. O evento objetiva aprofundar o conhecimento sobre a produção deste pensador, produzir conhecimento novo a partir de suas idéias e, fundamentalmente, intercambiar experiências de pesquisa e as leituras que estes profissionais fazem das contribuições deixadas para o pensamento, por este autor.Nesta quarta edição o evento se propõe a refletir sobre as contribuições que Michel Foucault nos deixou quando se trata de pensar os espaços, as margens, os limites e as fronteiras que constituíram e constituem o mundo contemporâneo. Como o nomeia Gilles Deleuze, em artigo famoso (Um Novo Cartógrafo. In: Foucault, Brasiliense, 1988), Michel Foucault seria um novo cartógrafo, que tenta dar conta dos diagramas de forças e saberes que constituíram e constituem historicamente as sociedades ocidentais. Diagrama entendido como mapa das relações de força, mapa de densidade, de intensidade, que procede por ligações primárias não localizáveis e que passa a cada instante por todos os pontos, estabelecendo relações múltiplas e diferenciadas entre matérias e formas de expressão também díspares. O pensamento de Michel Foucault estaria, assim, marcado por certa visão espacializante, que se explicitaria em seus conceitos e na sua própria forma de colocar os problemas e visualizar o funcionamento do social.Uma das contribuições trazidas pelas obras de Michel Foucault seria, justamente, este deslocamento do olhar daquilo que sempre foi considerado central, nuclear, essencial para se entender o funcionamento da sociedade e das instituições, para aquilo que era descrito como periférico, marginal, menor, fronteiriço. Como cartógrafo de nosso tempo e de nosso mundo, Foucault teria deslocado seu olhar para as bordas constitutivas da racionalidade ocidental ao se dedicar a estudar a desrazão, a loucura, a anormalidade, a monstruosidade, a sexualidade, o corpo, a literatura, os ilegalismos, os infames, tudo aquilo que a racionalidade moderna excluiu, desconheceu, definiu como passível de punição, de normalização e de medicalização. Sua obra fez aparecer uma nova geografia de nosso pensamento e de nossas práticas ao ir buscar naquilo que foi considerado minoritário, desviante, criminoso, invisível, ameaçador, as próprias operações fundamentais de constituição do que somos e daquilo que fizemos e fazemos com nós mesmos. Para Foucault aquilo que uma sociedade exclui, joga para as margens, constitui justamente os seus limites, as suas fronteiras, é justamente isto que a define, que dá seus contornos e seu desenho. As experiências do fora, das margens, dos limites, das fronteiras, seriam as experiências que permitiriam cartografar novas desenhos, novas configurações para o acontecer de uma dada sociedade. Como o saber é perspectivo, este olhar das margens permite constituir outras visibilidades e outras dizibilidades sobre qualquer tema ou problema que se queira colocar para o conhecimento. Conhecer é, portanto, também uma questão de localização, de colocação em um dado lugar, da abertura de um dado espaço para o pensamento.Em seus textos Foucault aciona toda uma gama de conceitos e noções que remetem a uma compreensão espacial das relações de poder e das práticas discursivas e não-discursivas: deslocamento, posição, campo, lugar, território, domínio, solo, horizonte, paisagem, configuração, região, solo, geopolítica, aparecem como metáforas atuantes em toda a sua produção e possibilitam pensar a história e as sociedades em termos de relações, tensões, conflitos, que levam a constituição e ao desmanchamento de dadas configurações ou desenhos espaciais. Embora a inscrição de seu pensamento no campo das relações entre uma dada historicidade e a emergência de dadas formas de pensamento tenha levado a maioria dos que com ele trabalham a enfatizar a dimensão temporal presente em seus textos e a negligenciar esta dimensão espacial, esta geopolítica - já que seus espaços são sempre pensados como construções surgidas do investimento de dadas estratégias e de dadas táticas - como elemento importante na sua maneira de pensar, é oportuno ressaltar este aspecto ainda negligenciado e que pode vir a constituir uma outra visibilidade para seu trabalho e permitir a abertura de novas áreas de pesquisa a serem fertilizadas por seu pensamento.Vivemos uma época em que as grandes questões políticas, sociais, econômicas e culturais estão revestidas de conotações espaciais. Noções como as de globalização, multiculturalismo, integração econômica, mundialização, implicam na reflexão das dimensões espaciais presentes nas grandes questões de nosso tempo. Os processos migratórios, a desterritorialização de grandes contingentes populacionais por motivos econômicos, políticos ou jurídicos, a ressurgência dos nacionalismos e dos regionalismos, a formação de grandes blocos econômicos e o questionamento das fronteiras nacionais, colocam a política dos espaços como um tema nuclear da nossa época. Michel Foucault foi um pensador que colocou como tarefa do pensamento fazer a arqueologia do tempo presente, que nos intimou a fazer do presente o nosso problema, que nos conclamou a sermos capazes de nos tornamos diferentes de nós mesmos, que nos incitou a fazermos um diagnóstico do que estamos fazendo com nosso tempo. Este Colóquio teria como objetivo, justamente, refletir, a partir de diferentes lugares de autoria e de diferentes perspectivas disciplinares e temáticas, tomando o pensamento de Foucault como ferramenta, sobre as questões e problemas do mundo contemporâneo, sobre suas políticas espaciais e sobre os diversos espaços da política.Michel Foucault tratou em suas pesquisas da constituição histórica e social de diferentes espacialidades, desde os espaços disciplinares como: a escola, o asilo, o hospício, o hospital, a prisão, até os espaços de liberdade inventados pelos homens em seu cotidiano de lutas e resistência às normas e à lei, o que chamou de heterotopias. Em suas obras buscou escavar um novo espaço para o pensamento e para as práticas de si e em relação aos outros. Num momento de profunda crise ética vivida pela sociedade brasileira, num momento de profundo desprestígio da política entre nós, nos parece pertinente a realização de um evento que trará para o debate o pensamento de um autor que sempre colocou a ética e a política como temas nucleares de sua reflexão. Em seus livros, textos, entrevistas e em suas ações não cessamos de encontrar uma proposta de abertura de novos espaços de reflexão e de prática de novos procedimentos éticos e políticos. Ao por em questão as certezas que tínhamos e temos, ao mostrar como construções históricas, contingentes e interessadas as verdades que nos pareciam óbvias, ao abordar as relações de poder como constitutivas de sujeitos e de objetos que nos pareciam transcendentes e eternos, quando não naturais, ao chamar a atenção para a atividade que nós mesmos exercemos sobre nossa subjetividade, sobre a produção de nosso corpo, Michel Foucault nos interpela no sentido de que somos responsáveis, sempre onde estamos, pela produção e reprodução ou pelo questionamento e inflexão das figuras de saber, das relações de poder, das práticas e das estratégias que constituem espaços de exclusão, de segregação, de censura, de interdição, de reclusão, de silenciamento, que fazem parte da maquinaria social que sustentamos. Refletir, portanto, sobre onde estamos, onde nos situamos, quais os espaços que constituímos e que nos constituem, que segmentações espaciais atualizamos em cada uma de nossas ações, tem uma relevância política e ética que torna um evento como este uma oportunidade de maturação de novas práticas acadêmicas e políticas.
Universidade Federal do Rio Grande do Norte 2007
http://www.cchla.ufrn.br/coloquiofoucault/programacao.htm
http://www.cchla.ufrn.br/coloquiofoucault/index.htm


http://www.dailymotion.com/video/xl1yo
_michel-foucault-par-luimeme-arte

documentario michel foucault
alguem coloca no youtube.cortei o link no meio pra caber aqui,copia e cola.na barra de endereço.

http://www.dailymotion
.com/video/xhl4a_definir-la-societe-a-venir

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