*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Wednesday, January 09, 2008

Apocalipse cedo 09/01/08 por luiz alberto moniz bandeira

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Por que a Coréia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear? Por que o Irã insiste em desenvolver a tecnologia para produzir urânio enriquecido, matéria-prima com que se pode construir um artefato nuclear? Antes de condenar a Coréia do Norte e o Irã, como os EUA fazem, e levar o Conselho de Segurança a aprovar sanções, é necessário, preliminarmente, examinar os fatores que induziram esses dois países a rechaçar a política de não-proliferação de armamentos nucleares. Não é difícil apontar o responsável pela desordem internacional que nenhuma potência parece capaz de conter.


Em janeiro de 2002, quatro meses após os atentados de 11 de setembro, George W. Bush, no discurso sobre o Estado da União, acusou o Iraque, o Irã e a Coréia do Norte de serem aliados dos terroristas e de constituírem o "eixo do mal" e ameaçarem a paz do mundo. Ao mesmo tempo, o Pentágono desenvolvia planos de contingência para o emprego preventivo de armas atômicas contra pelos menos sete Estados -China, Rússia, Iraque, Coréia do Norte, Irã, Líbia e Síria-, cinco dos quais não possuíam armas nucleares. Naturalmente, se qualquer outro país estivesse a planejar o desenvolvimento de novas armas nucleares e contemplando a possibilidade de ataques preventivos contra uma lista de Estados não-nucleares, Washington com certeza qualificá-lo-ia como "dangerous rogue state", isto é, um "perigoso Estado irresponsável", conforme o próprio "New York Times" comentou, O presidente George W.


Bush adotou uma doutrina de segurança nacional, baseada na ameaça de ataques prévios, conforme planos elaborados, em 1992, e em 2000, pelos neo-conservadores do Partido Republicano, que pretendiam realizar o Projeto do Novo Século Americano, cujo programa consistia em aumentar os gastos com defesa, fortalecer os vínculos democráticos e desafiar os "regimes hostis aos interesses e valores" americanos, promover a "liberdade política" em todo o mundo, e aceitar para os EUA o papel exclusivo em "preservar e estender uma ordem internacional amigável à nossa segurança, nossa prosperidade e nossos princípios".











Diante de tais circunstâncias, a Coréia do Norte sentiu-se ameaçada e decidiu desenvolver seu programa para a obtenção de armas de modo que pudesse dispor de um elemento dissuasório contra qualquer possível ataque dos EUA. George W. Bush suspendeu então o acordo,intermediado, em 1994, por Jimmy Carter, que permitira ao governo do presidente Bill Clinton conseguir, diplomaticamente, que Kim Jong-il, o ditador da Coréia do Norte, interrompesse seu programa nuclear, em troca do fornecimento anual de 500 mil toneladas de óleo, por ano, e da ajuda à construção de dois reatores nucleares para fins pacíficos, compromisso, aliás, não cumprido pelos EUA.

Àquele tempo, a Coréia do Norte já havia conseguido produzir seu primeiro carregamento de urânio, graças ao reator de 5 megavolts, em Yongbyon, e tinha condições para fabricar uma ou duas bombas nucleares. E a decisão de Bush de acabar o acordo alcançado na administração de Clinton reacendeu as tensões na região e interrompeu o processo de paz entre a Coréia do Norte e a Coréia do Sul. Entretanto, ante os preparativos dos EUA para atacar o Iraque, usando como pretexto a suposição de que Saddam Husseim buscava obter armas de destruição em massa, Kim Jong-il inferiu que a Coréia do Norte, como parte do "axis of evil", seria a próxima vítima. Entendeu que nem mesmo desarmando-se, renunciando ao projeto de produzir armas nucleares e permitindo a entrada dos inspetores da AIEA [agência nuclear da ONU], evitaria a guerra, pois os EUA, sem respeitar o Tratado de Não-Proliferação das Armas Nucleares, continuavam a produzir os mais sofisticados artefatos nucleares.



Como pode agora o presidente George W. Bush pretender que a Coréia do Norte e o Irã respeitem resoluções do Conselho de Segurança da ONU? Ele mesmo, George W. Bush, não desrespeitou o Conselho de Segurança e determinou unilateralmente a invasão do Iraque, depois de declarar que a ONU seria "irrelevante" se não atendesse ao propósito dos EUA? Esta atitude refletiu o pensamento da extrema-direita americana, que desprezava a ONU, como um organismo sem consistência, deteriorado pela disparidade de objetivos e dedicado a apaziguar ao invés de por fim às ameaças à paz e à segurança.Não sem razão, Robert McNamara, ex-secretário de Defesa nos governos de John Kennedy e Lydon Johnson, exortou os EUA, no artigo "Apocalypse Soon" publicado pela revista "Foreign Policy", a cessar seu estilo de Guerra Fria, confiando nas armas nucleares como instrumento de política exterior. E declarou que, apesar do risco de parecer simplista e provocativo, ele caracterizaria a atual política de armas nucleares como "imoral, ilegal, militarmente desnecessária e terrivelmente perigosa".
Segundo ponderou, o risco de um lançamento acidental ou inadvertido de um artefato nuclear era inaceitavelmente alto, e a administração de Bush, insistindo em manter o arsenal nuclear como o principal suporte de seu poder militar, estava a erodir as normas internacionais que haviam limitado a proliferação das armas nucleares e materiais físseis por 50 anos











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