*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Monday, March 17, 2008

Kosovo, petróleo e Estados Unidos 17/03/08 por Achille Lollo

(foto da nova base militar americana no kosovo)
Com muita dificuldade, a média do chamado Primeiro Mundo conseguiu justificar o reconhecimento, por parte da Casa Branca e dos países da União Europeia, da proclamação de independência unilateral do território de Kosovo. O argumento utilizado pelos estrategas da NATO era de que, "após dez anos de ‘ocupação' e a ‘fuga' de 500 mil sérvios do território de Kosovo, era mais que justo operar uma artificial divisão territorial da Sérvia, para dar à maioria étnica albanesa o poder de criar um novo Estado".É evidente que ninguém acreditou que este novo Estado vai respeitar a minoria sérvia composta de 120 mil pessoas, e que hoje - após os massacres de Março de 2004 - ocupam a região nortenha de Mitrovica, a fronteira natural entre a Sérvia e o Kosovo.Por isso, a "grande média" enfatizou os violentos ataques que grupos de extremistas nacionalistas promoveram na capital sérvia, Belgrado, contra as embaixadas dos EUA, Croácia, Grã-Bretanha, Alemanha, Turquia e a bancos italianos, franceses e austríacos para criminalizar, ainda mais, a Sérvia e seu povo. Uma operação que aliviava as responsabilidades da diplomacia ocidental, que logo voltava a ameaçar a Sérvia de possíveis sanções, caso a revolta continuasse.De facto, a secretária de Estado norte-americana, Condolezza Rice, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner; o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank- Walter Steinmeier; e o ministro das Relações Exteriores (interino) italiano, Massimo D'Alema aproveitaram-se desse contexto para reafirmar a lógica imperial que, desde 1990, persegue o objectivo de destruir o mito da Federação Socialista Iugoslava através de pequenas, mas sangrentas, "guerras de libertação étnicas".
Uma estratégia que iniciou o seu curso na Macedónia, para depois actuar na Eslovénia, em Montenegro e explodir em guerra de "limpeza étnica" na Croácia, na Bósnia-Herzegovina e finalmente no Kosovo, com a participação de quase 26 mil soldados dos EUA e os seus aliados europeus da NATO.
Como sempre, os EUA foram os mais cínicos. De facto, o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormak, no dia 17 - querendo humilhar e provocar ainda mais os sérvios - declarou à imprensa: "registamos o fato de o Kosovo ter declarado a sua independência. Saudamos o claro empenho do governo kosovar em proteger as minorias étnicas".Neste contexto, o presidente Boris Tadic e o novo primeiro-ministro, Vojslav Kostunica, tiveram que rever a sua postura pró União Europeia e voltar a dialogar com a Rússia de Putin, que neste momento é o único país que pediu uma reunião com carácter de urgência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.O próprio Vojslav Kostunica foi moralmente obrigado a convocar a manifestação popular contra o "roubo do Kosovo por parte dos EUA e NATO", juntamente com o líder ultranacionalista, Tomislav Nikolic.Uma manifestação pacífica mobilizou mais de 500 mil pessoas em Belgrado e foi finalizada com os ataques às embaixadas e aos bancos ocidentais, por parte de várias centenas de grupos nacionalistas extremistas, como resposta à actuação que os EUA e os países da NATO mantêm contra a Sérvia desde 1990. Ataques que preocupam, bastante, os analistas da NATO e sobretudo os do Departamento de Estado dos EUA, porque o povo sérvio, na realidade, aplaudiu as manifestações violentas e transformou o jovem Zoran Vujanovic em novo herói nacional, que morreu queimado durante o assalto à embaixada dos EUA em Belgrado. Um sinal de alerta para os EUA, visto que a Sérvia e seu povo nunca aceitarão a independência de Kosovo, mesmo com a proposta de poder entrar na União Europeia em 2010.Um alerta que já soa pesadamente nas chancelarias europeias, visto que o efeito pós-Kosovo traz consigo o risco de romper o delicado equilíbrio étnico-político na Bósnia-Herzegovina, onde os sérvios votaram no Parlamento uma possível proclamação de independência, que agora pode novamente dividir o país com a volta da Republika Srpska.
A pergunta mais recorrente é por que os EUA passaram por cima do direito internacional para coroar presidente do Kosovo um indivíduo como Hashim Thaçi, que com seu ELK (Exército de Libertação do Kosovo) transformou este território no principal reduto de narcotraficantes e bandidos do mundo inteiro.Afinal, porque os EUA e a OTAN criaram as condições geoestratégicas para tornar Kosovo a nova colónia norte-americana na Europa?
Tudo se iniciou em 1995, quando a empresa Brown & Root (de propriedade da transnacional Halliburton, do então Secretário de Defesa Dick Cheney), a pedido do Pentágono, fez um "estudo sobre as alternativas energéticas ao petróleo iraquiano". Este estudo apontava a exploração massiva e barata das reservas petrolíferas do mar Cáspio, cujo petróleo podia ser exportado pelos EUA e pelos países da União Europeia através de um original sistema de transporte AMBO (mar-terra-mar) que a Halliburton pretende inaugurar em 2010, e que já custou 1,3 bilhão de dólares.As principais vantagens estratégicas deste projecto são: 1) As transnacionais podem negociar os contratos de venda do petróleo directamente com os pequenos Estados produtores, na maioria monitorizados pelo Departamento de Estado; 2) Todas as operações de perfuração e escoamento do petróleo não dependem mais da intermediação de sociedades russas; 3) Os altos níveis de extracção de petróleo na região do Cáspio compensam a baixa da produção no Iraque; 4) Para evitar o congestionado acesso ao Mar Negro (no estreito de Bósforo transitam só navios-petroleiros de porte médio com 150 mil toneladas), o petróleo é transportado com navios do terminal petrolífero da Geórgia até o porto búlgaro de Burgas, onde um megaoleoduto leva o petróleo do Cáspio até o porto albanês de Vlore - onde será recarregado nos superpetroleiros de 500 mil toneladas e transportado até aos EUA e aos países europeus.
O único inconveniente deste projecto: "o oleoduto devia passar por Kosovo, que, em 1995 era ainda uma província da Federação Socialista da Jugoslávia".Por isso, enquanto os países da OTAN criavam as condições políticas para destruir a Jugoslávia através de uma sistemática "guerra humanitária para o restabelecimento da democracia", os serviços secretos dos EUA (CIA) e do Reino Unido (M-15) montavam as peças do Exército de Libertação do Kosovo. O preço desta operação era alto, visto que tiveram que fechar os olhos sobre os criminosos negócios (contrabando, narcotráfico, lavagem de activos de origem mafiosa) nos quais o "líder" Hashim Thaçi e os homens do ELK estavam directamente envolvidos.Conclusão: em 1999, os EUA e a NATO atacaram a Jugoslávia e "libertaram"o Kosovo. Logo, o Pentágono encarregou a empresa Brown & Root de construir no Kosovo duas bases militares de grande importância estratégica, Camp Bondsteel e Camp Monteih. Outra surgiu em Khanabad, no Uzbequistão, onde se encontram 70% dos campos petrolíferos das reservas do Cáspio. Já não é mistério; hoje todo o mundo sabe que as bases de Camp Bondsteel (que ocupa um perímetro de 10 quilómetros quadrados) e Camp Monteih foram construídas para controlar as estações de bombeamento do oleoduto no Kosovo, garantindo, assim, um "seguro escoamento" do petróleo para todos os países do Primeiro Mundo.


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