*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Saturday, March 29, 2008

O agravamento da crise económica dos EUA 29/03/08 por Oscar Ugarteche

A semana de 10 a 14 de março do ano 2008 será lembrada pela iminente falência do banco de investimento da família Bush, o Carlyle Capital Corp, uma filial do Carlyle Group, o grupo em que a família Bush tem uma participação importante, que compra empresas espalhadas pelo mundo com participação no sector militar, de telecomunicações e de transporte de petróleo.
O Carlyle Capital Corp., propriedade recente do grupo, é um fundo de cobertura fechado fundado em 26 de agosto de 2006 em Amsterdam, para comprar papéis hipotecários norte-americanos com o suporte da entidade privada Fannie Mae e da federal Freddie Mac. Um ano depois, em 29 de agosto de 2007, G.W. Bush fortaleceu o suporte federal como via para resgatar o investimento hipotecário residencial.O Carlyle Capital, assim como o Bear Stearns e o Citigroup, apenas para mencionar alguns grandes investidores, compraram papéis hipotecários residenciais suportados pelo governo dos Estados Unidos no mercado secundário, com a certeza de que os fundos de garantias cobririam as hipotecas em caso de problemas de liquidez, mas, também, certos de que o mercado mudaria de rumo graças à injecção de dinheiro e às garantias federais. Na segunda semana de Março de 2008 foi dada a notícia de que o Carlyle Capital está falido e não pode cobrir dívidas que atingem mais de 16 bilhões de dólares. 99% dos activos do Carlyle Capital estão em RMBS do governo norte-americano, ou seja, valores cujos fluxos de caixa provêm da dívida residencial na forma de hipotecas, empréstimos residenciais e hipotecas de alto risco. É um tipo de valor apoiado por hipotecas focadas em dívidas residenciais, em vez de dívidas comerciais. O que aconteceu, ao que tudo indica, é que o governo federal não teve os recursos orçamentais para cobrir as hipotecas asseguradas.
Isto significa, em primeiro lugar, que a ampliação do socorro federal não funcionou nem para um interessado directo como G.W. Bush, cujo pai é dono de uma parte desse fundo. Segundo, que os apoios federais oferecidos em agosto de 2007 não foram suficientes e que outros fundos de cobertura que tenham comprado RMBS com garantias federais podem falir.Na mesma semana, na terça-feira 11 de março de 2008, o governo federal anunciou uma injecção de 200 mil milhões de dólares para dar liquidez ao mercado de crédito. Nunca na história tinha sido injectado tanto dinheiro de uma vez só. O efeito disto foi levantar a Bolsa de Valores de Nova York, na qual o índice Dow Jones já havia caído até aos 11.740 pontos, indo para 10.000 pontos. Vamos lembrar que o ponto máximo de queda foi em outubro e chegou a 14.150 pontos. A Bolsa de Nova York reverteu isso, mas em menos de 24 horas as tendências descendentes voltaram. Dá a impressão de que os 200 mil milhões de dólares foram "incinerados" e que os agentes estão reticentes a entrar no mercado.Na sexta-feira dessa semana, Bear Stearns, o banco de investimento mais antigo do mundo e um dos maiores, anunciou a falência. As suas acções, que valiam 170 dólares em julho de 2006 estavam a ser vendidas por 2 dólares por acção quando o J.P. Morgan se ofereceu para comprar. Pela primeira vez desde 1930 o Federal Reserve Bank de Nova York fez uma intervenção num resgate bancário, colocando 30 mil milhões de dólares para cobrir os défices do banco em relação aos seus investidores, na sua maioria fundos de pensões. Bear Stearns, no seu balanço de 2006, o último publicado, possui activos de 350 mil milhões de dólares e uma dívida de apenas 54 mil milhões. Era o investidor número um em bónus suportados por hipotecas, segundo os seus balanços. O Fed pode ajudar a devolver o dinheiro dos credores, mas não o dos investidores, dados os valores envolvidos. Por isso a importância da compra realizada por J.P. Morgan, que, por sua vez, bem pode acabar caindo sob o peso deste fardo hipotecário comprado por 270 milhões de dólares, menos do que vale o edifício do banco na Madison Avenue.
O início da terceira semana de Março veio com o anúncio de uma redução da taxa de juros de um quarto de ponto e, na terça-feira, foi anunciada a seguinte queda, de outro quarto de ponto. Entre esses dias, ocorreram duas altas na bolsa, ambas anunciadas como as maiores altas em cinco anos. A partir de 11 de Março, a média de acções negociadas na bolsa caiu para uma média diária de 24 milhões de acções, sendo que no período entre Junho de 2007 e Janeiro de 2008 foi de 35 milhões de acções. ou seja, há poucos agentes a negociar acções na bolsa. Entre Janeiro e Março foram 386 milhões de acções negociadas diariamente, conforme os investidores saíam do mercado, deixando apenas os que não conseguiram sair, seja por estarem expostos ou porque não perceberam o desmoronamento. Já se antecipa que quando a bolsa estabilizar, numa data que ninguém ousa prever, terá perdido 40% do seu valor de capitalização. Enquanto isso, o que há são reacções de afogado. As falências bancárias e a recessão atrelada a elas trarão problemas de crédito de consumo, que ainda não são percebidos.

1 Comments:

  • At 3/31/2008, Blogger João Manoel said…

    Tipo...eu acredito que a recessão dos Estados Unidos é algo eminente, só que há um porém. A maioria dos estadunidenses têm uma educaçao de otima qualidade, entao a recessão nao seria algo pra mais de uma decada...um povo inteligente e tradicionalmente empreendedor é o que há.

     

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