*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Monday, January 07, 2008

"Lanchas do Irã ameaçaram navios dos EUA, dizem autoridades" 07/01/08 é a guerra psicológica da cia.

Autoridades militares americanas acusaram nesta segunda-feira embarcações iranianas de terem ameaçado navios da Marinha americana que navegavam no fim de semana pelo estreito de Hormuz, entre a Península Arábica e o Irã.
Segundo as autoridades americanas, cinco lanchas iranianas interferiram com três navios da Marinha americana, aproximando-se delas e enviando mensagens de rádio ameaçando explodi-las.Os marinheiros americanos estiveram perto de abrir fogo contra as lanchas, segundo o relato à TV CNN de autoridades da Marinha não-identificadas.A Casa Branca advertiu o Irã nesta segunda-feira contra “atos provocadores que podem levar a um incidente perigoso”.
As lanchas teriam chegado a cerca de 200 metros de distância das embarcações americanas, segundo afirmou um funcionário do Pentágono à agência de notícias France Presse.
“Estamos chegando em vocês. Vocês explodirão em um par de minutos”, teriam dito os iranianos pelo rádio, segundo as autoridades americanas.Segundo eles, as embarcações iranianas teriam dado meia-volta “literalmente no exato momento em que as forças americanas se preparavam para abrir fogo”, relatou a agência de notícias Associated Press, também citando uma fonte anônima.Esta fonte anônima disse que essa foi “a mais séria provocação do tipo” já ocorrida.O incidente ocorreu entre a noite de sábado e a manhã de domingo, segundo os relatos, que não especificam o momento exato.Algumas autoridades identificaram os barcos iranianos como propriedade da Guarda Revolucionária do Irã.O episódio acontece em meio a um momento de tensão entre os Estados Unidos e o Irã sobre o programa nuclear iraniano e no momento em que o presidente americano, George W. Bush, está prestes a começar uma viagem por países do Oriente Médio, na quarta-feira.



Irão, o euro e o dólar:Há poucos dias, a República Islâmica do Irão cumpriu a sua ameaça: não se aceitam dólares, e todas as transacções económicas externas do país passam a fazer-se em euros ou em ienes. Já desde Setembro, uma boa parte das exportações petrolíferas iranianas não se efectuavam em dólares, mas sim em ienes: o Japão é, de longe, o principal importador de petróleo iraniano, sendo o Irão o terceiro fornecedor dessa potência pacífica. Agora, também os parceiros comerciais europeus e asiáticos do terceiro exportador mundial de petróleo têm de aceitar que Teerão já não recebe a moeda dos Estados Unidos.O Banco Central iraniano propõe-se aligeirar a sua reserva de dólares, até deixá-la abaixo dos 20% (e possivelmente irá mais longe, até substituí-los completamente por euros ou ienes). É verdade que o depósito iraniano de dólares apenas soma 60 mil milhões, mas isso - lançado no mercado - bastaria para acelerar o declive do dólar. O passo seguinte, já anunciado muitas vezes, parace ser apenas uma questão de tempo: a abertura de um mercado de valores petrolíferos iraniano, no qual só se negociará em euros. Até agora, há duas bolsas de renome associadas a este negócio, a NYMEX de Nova Iorque e a londrina IPE (International Petroleum Exchange); ambas pertencem a empresas norte-americanas, e em ambas se negoceia com dólares. Se aparecer uma bolsa petrolífera iraniana, o grosso dos importadores europeus e asiáticos lançar-se-iam de cabeça a ela imediatamente. Seria um novo revés para a posição predominante do dólar.As consequências são claras. Qualquer um poderia então comprar petróleo em euros, os europeus, os chineses e os japoneses desvincular-se-iam da cambaleante moeda, os preços do petróleo serenavam. Os bancos centrais asiáticos poderiam reduzir drasticamente as suas reservas de dólares, permanentemente ameaçadas de desvalorização.O poderio mundial dos EUA baseia-se no seu mega-poder militar e num regime monetário mundial, através do qual a moeda dos Estados Unidos reina de facto como o dinheiro do mundo: quase 80% do comércio mundial e 100% do comércio petrolífero mundial fazia-se até há pouco tempo em dólares (5 mil e quinhentos milhões diários, 1,5 mil milhões por ano), e os mercados financeiros do mundo são também predominantemente mercados de dólares. Está fora de discussão: o sistema do petro-dólar, em vigor há 40 anos e já muito rodado, é um dos pilares deste regime. Centenas de milhares de milhões flúem anualmente para os EUA, procedentes dos ganhos dos exportadores do petróleo. Com os petro-dólares, estas mega-empresas compram valores americanos - sobretudo dívida pública norte-americana - e financiam assim o gigantesco défice da balança da conta corrente e do orçamento dos Estados Unidos. Bastaria que uns quantos grandes exportadores de petróleo passassem do dólar para o euro (ou para o iene), para o sistema descarrilar.Os EUA têm por isso todos os motivos para temer um efeito dominó: outros países exportadores de petróleo poderiam seguir o exemplo do Irão; na Venezuela, Rússia e Noruega, dizer adeus ao dólar já é algo praticamente decidido. A acção iraniana oferece uma bem-vinda oportunidade para o fazer. A Arábia Saudita especulou em voz alta várias vezes sobre o assunto, garantindo assim êxitos diplomáticos na disputa com o grande irmão norte-americano. Também a França se comprometeu oficialmente a favor de um papel mais forte do euro no negócio petrolífero internacional. Ainda durante o regime de Saddam Hussein, o Iraque mudou as suas contas do comércio petrolífero dos dólares para os euros (depois da conquista do país, em Abril de 2003, isso foi imediatamente corrigido).A iniciativa iraniana revela aos americanos sobretudo uma coisa: a fuga do dólar já começou irreversivelmente. Na Ásia, na América Latina e no Médio Oriente há países que procuram romper a vinculação das suas moedas ao dólar. Cada vez menos bancos centrais fora dos EUA estão dispostos a, e em situação de, segurar o dólar à custa das suas próprias economias.A guerra das sanções contra a pretensa potência atómica iraniana será agora, depois da decisão de Teerão, mais discutível do que nunca. Os EUA estão agora forçados a fazer a sua jogada, e o governo de Bush não se caracteriza pelas suas jogadas inteligentes. Depois das sanções vem a opção da guerra quente. Já que o Irão não capitula, e enfrenta a política de sanções dos Estados Unidos com meios económicos legítimos, é previsível uma escalada. É na preponderância do dólar que se baseia a capacidade militar dos EUA para pagar, quando lhes parece necessário, o crédito de guerras que já nem o estado norte-americano nem a sua economia o permitem. O Império irá contra-atacar, a pergunta é como e quando.
AUTOR: Michael R. KRÄTKE



1 Comments:

  • At 1/07/2008, Blogger antónio said…

    Esta análise parece-me fundamental para a compreensão de fenómenos actuais de políticas inter-nacionais e também nacionais que só aparentemente se apresentam desligados mas que desenham um novo campo de oportunidades reais de alteração da "ordem mundial". Que efeitos terá isso ou não numa alteração do sistema socio- político, e a que escala, dependerá...

     

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