*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Tuesday, July 15, 2008

Europa deve educar EUA sobre Oriente Médio 15/07/08 Por Robert Fisk

"Quem matou Rafiq Hariri?" – pergunto a ele. Moallem sorri impenetrável e mete a mão no bolso da jaqueta. As mãos gorduchas saem de lá com um punhado de notas verde-claras, de 100, dinheiro sírio. "Diga-me este nome, e você ganha todo o dinheiro que tenho", ele responde.É provável que, para ele, o mal esteja encarnado nos inimigos da Síria, mas não falará mal, não, com certeza, dos franceses. "Estamos construindo relações de confiança com os franceses", diz. A Síria está pronta a cooperar para impedir a imigração ilegal, contra "o que vocês chamam de ‘terrorismo’" e para abrir uma parceria econômica desenvolvida. Moallem às vezes é um pouco didaticamente repetitivo, na barganha."Vocês, ocidentais, europeus, têm um dever moral de educar os EUA sobre o Oriente Médio. Se os EUA não aprenderem com vocês, tampouco aprenderão conosco, sobre o Oriente Médio. E continuarão a errar." Duvido que nos escutem, resmungo. Mas Moallem já fala, velas pandas.
"Quando anunciamos nossa posição no Conselho de Segurança contra a invasão do Iraque, os americanos adotaram a política de isolar a Síria. Sabemos que os EUA são uma superpotência e muitos países preferem seguir as políticas norte-americanas sem questioná-las. Conosco é diferente. Dizemos: "Não concordamos. Vivemos numa região em que estamos no olho do furacão. Os EUA estão a 10.000km de nós. Estamos diretamente envolvidos e somos afetados pelas questões regionais. Para nós, apesar de nossas diferenças, o que mais importa é a diplomacia do diálogo. O presidente Assad disse, na França, que as velhas políticas estão erradas. Que só o diálogo pode resolver as questões difíceis."
Então, quando haverá embaixada síria em Beirute e embaixada libanesa em Damasco? "Já acertamos, em princípio, estabelecer relações diplomáticas. Infelizmente, depois disto, as relações entre os governos sírio e libanês complicaram-se. Vários líderes libaneses tentaram acusar publicamente a Síria de várias questões (sic) das quais a Síria é inocente." Estas questões, pergunto a Moallem, seriam, talvez – digamos... – seriam assassinatos? "Somos inocentes!", ele troveja. "De qualquer modo, não apresentaram provas daquelas acusações. Em clima negativo, não se podem estabelecer relações diplomáticas. Mas depois do acordo de Doha [que pede um governo de unidade no Líbano e que a oposição pró-Síria não aceite as decisões do gabinete] esperamos que se crie uma atmosfera positiva. Agora, estamos conversando sobre dois Estados, dois Estados independentes e soberanos, em pés de igualdade. Deve-se respeitar o que cada lado deseja."E o tribunal Hariri, para descobrir quem o matou? O que Assad e Sarkozy disseram sobre isto? "Não se falou sobre este assunto." – responde Moallem."O presidente francês pediu que o presidente Assad o ajude, com as relações que mantém com o Iran, a convidar a opinião pública a entender que o programa nuclear iraniano é pacífico. Somos firmemente contrários à corrida nuclear e ao uso de armas biológicas ou químicas em nossa região."
Então, qual foi o alvo misterioso do bombardeio israelense, na Síria? "Uma instalação militar", diz Moallem, devagar. "Se fosse instalação nuclear, o bombardeio teria liberado radiação. Você acha que, se tivéssemos intenção de fazer isto [desenvolver armas nucleares], permitiríamos que os inspetores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) viessem de Viena, para examinar o local?"O dinheiro sírio lá ficou, sobre a mesa. Mas... até quando?

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