*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Tuesday, July 08, 2008

explode os confrontos na República Checa 08/07/08 contra a militarização do país.

A instalação de um sistema de defesa antimísseis na Europa oriental é, na prática, uma declaração de guerra. Experimentem imaginar como reagiria a América se a Rússia, a China, o Irão ou qualquer outra potência estrangeira ousasse pensar, apenas pensar, em instalar um sistema de defesa antimísseis na fronteira dos EUA ou na sua proximidade, ou se executasse, de facto, este plano. Nestas circunstâncias inimagináveis, seria quase certa uma violenta reacção americana, e mesmo compreensível, por razões claras e simples.
É notório, em todo o mundo, que a defesa antimísseis é uma arma de primeiro ataque. Analistas militares americanos acreditados descrevem-na do seguinte modo: «Não apenas um escudo, mas uma disposição para a acção». Irá «facilitar uma aplicação mais eficaz do poderio militar dos EUA no estrangeiro». «Ao isolar o país das represálias, a defesa antimísseis irá garantir a capacidade e disponibilidade dos EUA para ‘moldar’ a envolvente noutras regiões do mundo». «A defesa antimísseis não serve para proteger a América. É um instrumento que visa a dominação mundial».«A defesa antimísseis serve para manter a capacidade americana de exercer o seu poder no estrangeiro. Não diz respeito à defesa: é uma arma ofensiva e é por isso que temos necessidade dela». Todas estas citações provêm de fontes liberais credíveis pertencentes à tendência dominante, que pretenderia desenvolver o sistema e instalá-lo nos limites extremos da dominação mundial dos EUA.

A lógica é simples e fácil de compreender: um sistema de defesa antimísseis funcional informa os potenciais objectivos que «serão atacados se o quisermos e não terão capacidade de resposta, consequentemente não nos poderão impedir».O sistema está a ser vendido aos Europeus como defesa contra os mísseis iranianos. Mesmo se o Irão dispusesse de armas nucleares e de mísseis de longo alcance, as probabilidades de que os utilize para atacar a Europa são inferiores à da queda de um asteróide na Europa. Se se tratasse verdadeiramente de uma questão de defesa, então a República Coreana deveria instalar um sistema para defender-se dos asteróides.Se o Irão desse o mais pequeno sinal de pretender cometer tal acto, o país seria pulverizado. De facto, o sistema está apontado para o Irão mas como arma de primeiro ataque. Faz parte das ameaças crescentes dos EUA com o fim de atacar o Irão, ameaças que constituem em si mesmas uma violação grave da Carta das Nações Unidas, mesmo se o assunto não é abordado.


Quando Mikhail Gorbatchev autorizou a Alemanha unificada a integrar uma aliança militar hostil, aceitou que uma ameaça grave pesasse sobre a segurança da Rússia, por razões sobejamente conhecidas que dispensam aqui uma actualização. Em troca, o governo dos EUA comprometeu-se a não alargar a NATO para Leste. Este compromisso foi violado uns anos mais tarde, sem suscitar muitos comentários no Ocidente, mas aumentando o perigo de um confronto militar.A dita defesa antimísseis aumenta o risco de estalar uma guerra. A «defesa» consiste em aumentar as ameaças de agressão ao Médio Oriente, com consequências incalculáveis, e o perigo de uma guerra nuclear final.Há mais de meio século, Bertrand Russell e Alfred Einstein lançaram um apelo aos povos do mundo para que tomassem consciência do facto de nos encontrarmos perante uma escolha «inequívoca, terrível e instável». Devemos acabar com a raça humana ou estará a humanidade disposta a renunciar à guerra?».Aceitar o dito «sistema de defesa antimísseis» dá lugar à escolha do fim da raça humana num futuro não muito longínquo.
por Noam Chomsky
Publicado na edição de 30 de Maio 2007 de il manifesto

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