*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Sunday, April 20, 2008

Calendário Histórico 20/04/08 1998:Grupo alemão RAF anuncia dissolução.Lange Lebensdauer Rote Armee Fraktion.

Estonia riots
http://br.youtube.com/watch?v=RJKwdtmI-xs

Em 20 de abril de 1998, o grupo alemão Fração do Exército Vermelho (RAF) anunciou sua dissolução. As raízes da organização estavam no movimento estudantil de 1968 e nos protestos contra a Guerra do Vietnã.
(foto Brigitte Mohnhaupt)"No dia 14 de maio de 1970, havia surgido a partir de uma ação libertária a Fração do Exército Vermelho (RAF). Hoje pusemos um ponto final no nosso projeto. A guerrilha urbana na forma da RAF, agora, é história. 'Nós' – que estivemos organizados na RAF até o fim – tomamos essa decisão conjuntamente. A partir de agora, somos ex-militantes da RAF. O fim desse projeto mostra que não conseguimos nos impor por esse caminho. Mas nada se opõe à necessidade e legitimação da revolta."
(foto Ulrike Meinhof)Com esta carta enviada à agência de notícias Reuters, o grupo guerrilheiro urbano Fração do Exército Vermelho (RAF, sigla para Rote Armee Fraktion), responsável por sangrentas ações na Alemanha entre os anos 1970 e 1980, anunciou sua dissolução no dia no dia 20 de abril de 1998. A organização de extrema esquerda, fundada por Andreas Baader e Ulrike Meinhof, gerou desconfiança até mesmo ao encerrar, oficialmente, suas atividades. Numa mensagem semelhante, a RAF já havia anunciado a suspensão de seus atentados em 1992.
(foto Ulrike Meinhof)A RAF foi, ao longo de quase três décadas, o movimento mais temido na Alemanha.Pelos menos 50 pessoas – entre militares americanos, políticos e empresários – foram mortas pela organização. O grupo originou-se do movimento estudantil de 1968. Naquele ano, Andreas Baader e Gudrun Ensslin incendiaram dois estabelecimentos comerciais em Frankfurt, em protesto à guerra no Vietnã. Condenados a dois anos de prisão, foram soltos em 1969. No ano seguinte, Baader – novamente preso – foi libertado por um comando liderado pela jornalista Ulrike Meinhof. Foi aí que nasceu a RAF.
(foto Andreas Baader e a namorada, Gudrun Ensslin.)Nos meses seguintes, seus militantes foram treinados por palestinos na Jordânia.Ideologicamente, baseavam-se na guerrilha urbana da América do Sul, inspirada em Che Guevara. Os primeiros alvos de seus atentados foram o conservador grupo editorial Springer, de Hamburgo, e a sede das Forças Armadas norte-americanas na Europa, em Heidelberg. Com isso, a RAF quis torpedear o sistema de economia de mercado e democracia liberal da Alemanha Ocidental.
Seqüestro de avião
(foto Andreas Baader)No entanto, em junho de 1972, o grupo sofreu o primeiro revés: todos os seus líderes foram presos. Mas a RAF sobreviveu. No auge de suas atividades, em 1977, assassinou o procurador-geral da República, Siegfried Buback, o diretor-presidente do Dresdner Bank, Jürgen Ponto, e o presidente da Confederação das Associações de Empregadores Alemães (BDA), Hanns-Martin Schleyer. Além disso, seqüestrou um avião de passageiros da Lufthansa para a Somália, para forçar a libertação de seus militantes. Fracassado o seqüestro, Baader, Ensslin e Jan Carl Raspe se suicidaram em suas celas. Ulrike Meinhof já havia se enforcado um ano antes.
(foto Gudrun Ensslin )O poder público reagiu com métodos de investigação mais rigorosos. Em todos os postos de correios da Alemanha foram afixadas ordens de captura.O Parlamento alemão aprovou várias leis controvertidas, como o perdão a arrependidos que denunciassem membros da RAF e o isolamento completo dos guerrilheiros presos. Além disso, foram ampliados os mandados de busca e apreensão e a obrigatoriedade do registro domiciliar e foram introduzidas carteiras de identidade não falsificáveis.
(foto Andreas Baader)
Nos anos 80, a RAF entrou em decadência. Vários "arrependidos" sumiram na clandestinidade, na Alemanha Oriental. Protegidos pelo serviço secreto da Alemanha Oriental, a Stasi, mantiveram-se escondidos até a reunificação alemã, executando atentados isolados. Em 1989, a RAF assassinou o diretor-presidente do Deutsche Bank, Alfred Herrhausen, e, dois anos mais tarde, Detlef Rohwedder, presidente da holding estatal Treuhandanstalt – encarregada de privatizar a economia da Alemanha Oriental.
Não se sabe ao certo se esses dois atentados foram de autoria da RAF. Em março de 1993, o grupo ainda explodiu uma penitenciária, às vésperas da sua inauguração, em Weiterstadt (Hessen).
a RAF foi responsável pelos ataques ao quartel-general da CIA, à 5ª Divisão de Infantaria Norte-Americana em Frankfurt e à base norte-americana em Heidelberg, que resultaram em quatro mortes e dezenas de feridos."A política da RAF expressa a consciência da obrigatoriedade de resistência na República Federal da Alemanha. A responsabilidade contra a política imperialista só pode ser de confrontação e luta", disse ela. A citação é um exemplo do sistema de responsabilidade coletiva da RAF, no qual todo o grupo deveria responder pelos atos de cada membro.
(foto Brigitte Mohnhaupt)




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