*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Wednesday, February 20, 2008

entrevista Tariq Ali 20/02/08 中國 guerra contra a china 革命

guerra ideológica contra a china
http://br.youtube.com/watch?v=DiTBUzxYxcM&feature=related
No seu novo livro The Duel: Pakistan in the Flightpath of American Power (Scribner), que será publicado, em julho, no Reino Unido e nos EUA, o senhor escreve sobre a influência dos EUA no Paquistão. Poderia traçar paralelos entre o apoio dos EUA a ditaduras na América Latina e no Paquistão? Tariq Ali: Quando os EUA ficam assustados com a possibilidade de partidos políticos independentes, e talvez contrários à hegemonia global dos americanos, chegarem ao poder, apóiam exércitos que tomam as rédeas do país em causa. Essa é a política de Washington em qualquer lugar do mundo dito “estratégico”. Em 1973, eles tiraram Salvador Allende do poder, no Chile, e o substituíram pelo general Augusto Pinochet. No Paquistão, aprovaram a deposição, via golpe militar, de Zulfikar Ali Bhutto (pai de Benazir; 1972-77), em 1997, pelo general Zia ul-Haq, este morto num misterioso acidente de avião, em 1988. Bhutto foi julgado e enforcado, sempre com o apoio dos EUA. Foram, em suma, golpes iguais, mas, óbvio, com algumas alterações no modo de operar, visto que foram dados em partes diferentes do mundo.
Mas o Paquistão não seria mais importante hoje, pelo fato de ser um epicentro da luta contra o terrorismo? TA: A América Latina teve sorte porque, com o fim da Guerra Fria, os EUA não se sentem mais ameaçados pelo seu quintal. Sim, Washington apoiou, três vezes, golpes para depor Hugo Chávez. Porém, em outros países latino-americanos estiveram ausentes, se compararmos a presença americana na região, no século anterior. O Paquistão, de fato, tornou-se um ponto focal no conflito contra o terrorismo. Mas nós deveríamos nos perguntar por que esse país subdesenvolvido, de mais de 130 milhões de habitantes, essencialmente uma confederação de diferentes tribos, ficou tão importante. Os ataques de 11 de setembro foram o motivo imediato. No entanto, os americanos não conseguiram destruir a Al-Qaeda, como vários entre nós previmos. A longo prazo, a maior estratégia dos Estados Unidos para o resto deste século é a China. E o Afeganistão, como o Paquistão, é país que faz fronteira com a China. Os chineses não estão satisfeitos com o fato de os Estados Unidos terem baseado numerosas tropas no Afeganistão. E para manter essa presença no Afeganistão, Washington precisa do Paquistão. Isso confere importância a Islamabad, e o Exército é a única instituição que pode oferecer aquilo que os americanos desejam.
Em Can Pakistan Survive: The Death of a State (Penguin, 1983), o senhor escreve: “O Paquistão é uma irracionalidade, o produto da penetração materialista do subcontinente. Um experimento fadado a falhar”. Ainda pensa assim? TA: O Paquistão falhou. Foi criado em 1947, estilhaçou-se em 1971, quando o Leste do país se separou e formou Bangladesh. A questão, agora, é a seguinte: aquilo que sobrou pode sobreviver? Minha impressão é que poderá sobreviver, mesmo que o país esteja mergulhado no caos. Os EUA poderiam, para servir a seus interesses, dividir o Paquistão, mas é improvável que o façam pelo seguinte motivo: o país agora é um Estado nuclear e ao desmantelá-lo provocariam um quadro ainda mais caótico, e inaceitável. Contrariamente àquilo que os experts paquistaneses imaginam, os dois pilares do Paquistão, hoje, são armas nucleares e os Estados Unidos. Não religião.
Então, como o que sobrou do Paquistão pode sobreviver? TA: A partir dos anos 50 e até hoje, os EUA procuram controlar o país através do Exército. Contudo, se o Exército continuar no poder não haverá uma sociedade civil, esse quadro caótico prevalecerá. Sim, claro, os militares argumentam, com razão que os políticos são corruptos e ineptos. Mas, sem sociedade civil e políticos com livre autonomia (e não os políticos aliados de Musharraf), cometendo seus próprios erros e aprendendo com eles, não virá à tona uma política orgânica. Resultado: esse ciclo vicioso continuará, com os militares culpando os políticos e vice-versa.
Quando Benazir Bhutto foi eleita pela primeira vez, em 1988, o senhor tinha alguma esperança de que o país estava enveredando rumo à democracia? TA: Claro. Eu conhecia Benazir Bhutto muito bem. Trabalhei com ela, em Londres, quando ela aqui vivia antes de ter sido eleita pela primeira vez, em 1988. Ajudei a escrever seus discursos, planejamos sua estratégia de ações de massa para isolar o general Zia. Quando ela chegou ao poder, estive com ela. Benazir me disse: “Estou com as mão atadas por facções: de um lado, está o Exército, do outro estão os Estados Unidos”. Dei-lhe o seguinte conselho: “Benazir, se você não pode fazer nada, então diga isso ao povo, e explique por quê”. Mas ela não fez nada disso, e seu governo teve vida curta. Na sua reeleição, a vi uma vez e não a procurei mais porque a corrupção atingiu alturas estratosféricas durante seu governo. Na época, a dupla era chamada de Bonnie and Clyde do Paquistão.



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