*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Tuesday, March 18, 2008

entrevista Alexandre Adler 18/03/08

A que podemos atribuir o sucesso de Courrier international?
Alexandre Adler: Três tipos de leitores fizeram o sucesso de Courrier international. O primeiro grupo de leitores é composto de nossos colegas da imprensa nacional, para quem o Courrier foi uma preciosa fonte de informações e análises. Quando o semanário foi lançado, em 1990, a França encontrava-se em plena crise do Koweit. Nessa época, reinava nas redações uma certa desordem por causa da falta de informações sobre as operações militares que estavam sendo preparadas. Para preencher esse vazio de informações concretas, os jornalistas procuravam saber o que pensava da situação esse ou aquele país. Foi em nossas páginas que eles encontraram as análises da tensão crescente feitas pelos jornalistas e intelectuais dos países envolvidos.
O segundo tipo de leitores reúne os decepcionados com a imprensa francesa, que a consideram excessivamente voltada para as perspectivas puramente francesas, mesmo quando aborda questões estrangeiras. Estes não tardaram a adotar o Courrier International, que desde os seus primeiros números tentou passar, não a visão que nós, franceses, temos dos países estrangeiros, mas a que os países estrangeiros têm deles mesmos.Existe por fim um terceiro grupo, composto de expatriados e jovens que se apegaram ao Courrier porque viram nele uma crítica implícita, mesmo que esta jamais seja formulada totalmente, do europeocentrismo. Ao publicar textos e opiniões publicadas em jornais provenientes de todas as partes do planeta que nem sempre têm direito à palavra, o Courrier nega a centralidade da Europa.
O desenvolvimento do Courrier International coincide com a explosão da Internet. O senhor não teme que seus leitores sejam cada vez mais tentados a consultar os jornais estrangeiros diretamente na tela?
De maneira alguma. Todos os que trabalham diante da tela sabem o quanto isso é cansativo e enfadonho. Eu acho que a Internet será cada vez mais um instrumento de trabalho, mas a paixão lúdica que ela suscitou até aqui diminuirá cada vez mais. A consulta na tela é um trabalho e a leitura do jornal continua sendo um lazer, um momento de descontração e reflexão. Nós temos vontade de ler o jornal em casa. É possível que fanáticos pela Internet possam ir consultar os jornais na tela, mas estou convencido de que eles jamais representarão uma proporção importante do público leitor.
Como o senhor vê os jornais estrangeiros? Eles são melhores ou piores que os jornais franceses?Cada imprensa tem a sua força e as suas fraquezas. A imprensa francesa é uma das boas imprensas mundiais. Suas forças são seu destaque para a cultura, sua tradição de grandes reportagens e sua cobertura da atualidade estrangeira, que, embora tenha enfraquecido, não é ruim.

0 Comments:

Post a Comment

Links to this post:

Create a Link

<< Home