*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Wednesday, September 27, 2006

Grupo de extrema direita israelense ameaça cartunista ativista brasileiro




Em uma de suas checagens costumeiras na internet, para se informar sobre a repercussão de seu trabalho pelo mundo, o cartunista brasileiro Carlos Latuff teve uma surpresa: um site de um grupo israelense, aparentemente ligado à extrema-direita do partido Likud ( www.likudnik.co.il), publicou um artigo sobre as suas charges. Usando inúmeras delas como ilustração, o texto faz ameaças: "Deveriam ter cuidado desse Carlos há muito tempo, de um jeito ou de outro". O motivo da indignação do grupo são as séries de charges que Latuff faz criticando duramente a atuação de Israel no Oriente Médio (veja suas charges em http://latuff2.deviantart.com/), algumas já publicadas pelo Brasil de Fato . No artigo, o autor do texto identifica Latuff como "o cabeça de uma das maiores indústrias de propaganda e incitamento contra Israel". E prossegue: "Ele destila veneno por toda parte. O dano que ele está fazendo a Israel, junto à juventude mundial, é enorme. É um dos mais influentes anti-sionistas da rede mundial de computadores", diz o texto que, em seguida, reconhece o talento do inimigo: "Ele tem um talento gráfico fantástico, é um grande cartunista".
IntolerânciaLatuff diz que não sabe ao certo se o grupo é oficialmente ligado ao Likud, e acredita que seja alguma organização "ligada ao partido oficial, corrente de transmissão, formada por membros ou simpatizantes". O Brasil de Fato entrou em contato com a organização, mas não obteve resposta. De resto, as ameaças e críticas ao seu trabalho sempre aparecem em "páginas e blogs de orientação direitista", conta o cartunista – costumeiramente acusado de "nazista" e "anti-semita". Latuff rebate: "Esse tipo de alegação faz parte de uma estratégia manjada empregada pelos que apóiam os crimes israelenses, numa tentativa de associar ao anti-semitismo todas as críticas ao Estado de Israel". Ele lembra, como exemplo, a recente acusação de anti-semitismo por parte do líder da comunidade israelense na Alemanha contra um ministro do gabinete da chanceler Angela Merkel, por ele ter afirmado que Israel utilizou bombas especiais de fragmentação no Líbano, fato que foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). "Israel usa sempre a desculpa de que as suas bombas mataram centenas de civis no Líbano porque o Hezbollah usava os libaneses como escudos humanos. IsraHell [Hell, em inglês, significa inferno] nunca mata ninguém que não merecesse ser morto. Esse é o conceito reforçado no Ocidente pelos Estados Unidos e Europa", protesta Latuff.
Causas justasLatuff acredita que, devido às temáticas que aborda em suas charges (que podem ser reproduzidas livremente desde que citada a autoria), as ameaças são esperadas. "Quando decidi expor a violência e corrupção da polícia brasileira na série A Polícia Mata!,estava preparado para qualquer reação negativa por parte da Polícia, leia-se "ameaças". Quando decidi apoiar a causa palestina, após minha viagem à Cisjordânia, em 1999, também me preparei para as reações. Mas chama atenção o alcance quase onipresente do lobby sionista", diz. Sobre a sua arte, Latuff diz que recebe críticas inteligentes de bom grado e as responde com atenção. "Ninguém é obrigado a gostar do que faço. Faço o que faço pelo o amor que tenho pelo povo palestino. Já comentários idiotas, são deletados de cara. Não tenho tempo a perder com 'fascistinhas'. Meu tempo e meus esforços são para os palestinos, iraquianos, sem-terra, sem-teto, todos aqueles enfim que demandam terra, teto e justiça", finaliza.

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